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      O Projeto Virada Ilhabela, em parceria com o Fundo Social de Ilhabela, iniciou um curso de panificação com moradoras do Bonete. Esta iniciativa tem como objetivo ajudá-las a realizar um sonho, o de abrir uma padaria na própria comunidade para aguardarem os veranistas.

     A capacitação aconteceu em dois módulos durante os meses de novembro e dezembro. No total foram 6 moradoras que participaram das aulas, ministradas pelas professoras Maria Tereza e Meire, especialistas em cozinha comunitária.

     Como um dos primeiros resultados desta parceria, no começo de janeiro aconteceu o primeiro dia de vendas dos pães produzidos por essas aplicadas alunas e não podia ser diferente: as delicias produzidas pelas boneteiras fizeram um grande sucesso. Todos os pães foram vendidos e elas já receberam encomendas de turistas. Por meio desta parceria entre Rukha e Fundo Social e a pedido destas mulheres, a Secretaria da Educação está inserindo crianças de 3 anos em escolas, para que suas mães possam participar de atividades de desenvolvimento pessoal e social.

     A Nestlé, parceira do Rukha, indicou o Instituto aos produtores da peça teatral “Simplesmente Eu, Clarice Lispector”, com Beth Goulart, em cartaz no Teatro Renaissance, em São Paulo.

     A peça estava em uma temporada muito especial, pois tinha como objetivo incentivar a leitura entre jovens e adolescentes, criando uma ligação entre cultura e educação. No período em que esteve em cartaz a casa disponibilizou 30 vagas/dia para jovens a partir de 12 anos assistirem ao espetáculo.

     Com esta oportunidade cerca de 30 estudantes da escola Café Filho, que conta com o apoio do Rukha, e 30 jovens participantes do Projeto Virada, atravessaram a ponte e foram desfrutar desse maravilhoso monólogo. No dia em que o grupo da Café Filho participou comemorava-se o aniversário de Clarice Lispector, 10 de dezembro, e para simbolizar a data todas as mulheres presentes receberam uma rosa branca.

     Para a surpresa e êxtase do grupo, ao final da apresentação, a atriz juntou-se a eles e tirou fotos com todos, tornando eterna a experiência daquela noite. “Sinto-me útil como artista quando posso tocar mentes e corações com pequenos gestos de amor. Acredito na capacidade transformadora do teatro e sinto que podemos ser instrumentos atuantes nesta transformação quando damos um pouco mais de nossa humanidade, de um contato direto, uma palavra, uma atenção, coisas tão simples, mas com tanto significado”, diz Beth Goulart.

     Muitos desses jovens até então nunca haviam ido ao teatro, nunca receberam uma flor e muito menos tiveram a oportunidade de conhecer de perto uma atriz. Esta oportunidade indicada pela Nestlé e dada pela Self Produções e pela artista, com certeza tornou-se algo muito significativo para estes jovens. E são gestos e projetos assim que ajudam a mudar algumas realidades e mostram que esta população também pode ter acesso a instrumentos de cultura e o que mais desejar, bastando apenas que alguém abra portas, até que possam buscar sozinhos.


      Este projeto além de ajudar a resgatar e realizar um antigo sonho, levantou a autoestima destas mulheres e com certeza ajudará também a comunidade a se desenvolver, tornar ainda mais atrativa esta que é uma das mais belas praias do Brasil, e o mais importante, trará para os moradores a noção de que sonhos são possíveis desde que acreditemos e trabalhemos para realizá-los.


     Comemorando mais um ano de trabalho, o Instituto Rukha promoveu em dezembro um jantar dançante para as famílias participantes do Projeto Virada São Paulo. Além da comemoração, este evento teve como objetivo o desenvolvimento psicossocial dos envolvidos. Um exemplo deste tipo de relação é o hábito do casal fazer programas afetivos, o que costuma ser abandonado com a chegada dos filhos, embora muito necessário para o fortalecimento dos laços amorosos e saúde mental de toda família. Outro exemplo é que este tipo de encontro estimula e promove a formação de uma rede social local por meio do encontro festivo entre os bairros do Projeto.

     Em seus 6 anos de trabalho o Instituto percebe que eventos como estes feito a muitas mãos - o Rukha contou com a ajuda de parceiros, articuladores, doadores e voluntários - além de serem mais efetivos em seu preparo e realização, possuem uma alegria própria que se espalha a todos os presentes. O próximo evento com este sentido será realizado em setembro, o Baile Rosa, destinado às jovens e adolescentes do Virada com idade entre 15 e 20 anos, que não tenham filhos ou que não tenham morado com algum parceiro. Um dos objetivos principais do Baile é valorizar a adolescência saudável destas jovens. Aguarde mais informações sobre o evento e saiba como ajudar.

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